Encontro foi articulado por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e interlocutores ligados ao secretário de Estado Marco Rubio; campanha aposta em gesto político para reforçar associação com trumpismo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido nesta terça-feira pelo presidente americano Donald Trump na Casa Branca, em Washington. O encontro é tratado pelo entorno do senador como uma tentativa de recuperar força política após semanas de desgaste provocadas pelas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O encontro se deu no Salão Oval da sede do governo americano, o escritório principal do presidente Donald Trump. Flávio escolheu uma gravata verde e amarela, com as cores da bandeira brasileira, para a ocasião. As imagens foram divulgadas por três integrantes da comitiva que acompanha Flávio.
A agenda, de acordo com pessoas próximas a Flávio, foi articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do Irmão Eduardo Bolsonaro , que mora nos Estados Unidos, e do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo no entorno republicano americano. Os dois inclusive participaram do encontro.
Dentre os temas que foram abordados na conversa estão a segurança pública, cooperação internacional no combate ao crime organizado e investimentos estratégicos.
A Casa Branca tem interesse em classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida vista com simpatia por Flávio, segundo interlocutores da viagem.
Uma comitiva acompanha Flávio em Washington. Esperaram o senador, do lado de fora, os deputados estaduais Cristiano Capporezzo (PL-MG), Leandro de Jesus (PL-BA), Gil Diniz (PL-SP) e Paulo Mansur (PL-SP) e o vereador de Manaus, Coronel Rooses (PL).
— Um dos temas de interesse da Casa Branca é tratar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Essa abordagem é vista com bons olhos por Flávio, uma vez que ele pretende adotar uma política pública de tolerância zero contra o crime —disse Caporezzo à reportagem logo antes da reunião.
Já Leandro de Jesus afirmou que a reunião de hoje partiu de um convite do governo americano:
Além da reunião com Trump, Flávio também teve encontros com interlocutores ligados ao Partido Republicano e assessores próximos do Departamento de Estado americano. Segundo integrantes da campanha, as conversas incluíram temas ligados à cooperação em segurança pública, combate ao crime organizado, minerais críticos e tarifas comerciais envolvendo exportações brasileiras.
Flávio deve permanecer em Washington até quarta-feira e retornar ao Brasil na quinta. Na sexta-feira, o senador tem agenda prevista em Curitiba.





