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Homem tentar relação sexual forçado eu já vi agora a mulher forçar , é a primeira / “Ela queria transar à força” – diz rapaz após matar moça de 21 anos

Uma mulher de 21 anos, identificada como Jamile Cordeiro, foi encontrada morta na madrugada de quarta-feira (25) dentro de uma residência incendiada na Rua Alfredo Schumacher, no bairro Alto da Tijuca, em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense.  A jovem apresentava um ferimento perfurocortante profundo no pescoço e parte de suas roupas estava queimada. O caso é investigado como feminicídio qualificado seguido de incêndio criminoso.

O crime foi descoberto após o Corpo de Bombeiros Militar ser acionado para combater as chamas no imóvel, que pertence a familiares do suspeito, Antônio Padilha, de 22 anos. Vizinhos perceberam o incêndio durante a madrugada, tentaram conter o fogo e acionaram o socorro.

Após o controle das chamas, o corpo de Jamile foi localizado. Segundo a Polícia Militar, o suspeito fugiu logo após o crime, antes da chegada das equipes de socorro e segurança.

Horas depois, Antônio Padilha foi encontrado e preso em Lindóia do Sul, no Oeste de Santa Catarina, a mais de 200 quilômetros do local do crime. A prisão foi possível graças à integração entre guarnições da Polícia Militar e ao rastreamento do veículo do suspeito, um Fiat Punto prata, por meio de câmeras de segurança.

Em depoimento obtido com exclusividade pelo Jornal Razão, Antônio Padilha apresentou uma versão para o crime, alegando que tudo ocorreu em legítima defesa. Segundo ele, os dois se conheceram há apenas quatro dias e, na noite do crime, começaram a ingerir bebidas alcoólicas na residência.

Padilha afirmou que os dois tiveram uma relação sexual consensual. Em seguida, disse que Jamile teria insistido em ter uma nova relação sexual e tentado forçá-lo, chegando a mordê-lo no pescoço. Ao tentar se desvencilhar, ele teria batido a cabeça em uma mesa, fazendo com que uma faca de serrinha caísse no chão.

Segundo o suspeito, Jamile tentou pegar a faca primeiro, mas ele conseguiu e desferiu o golpe no pescoço da jovem “com o intuito de se proteger”. Após o fato, Padilha alegou que entrou em desespero, ateou fogo na residência e fugiu para a casa de sua mãe.

A Polícia Civil segue investigando o caso, coletando depoimentos de testemunhas e analisando provas periciais para confrontar a versão do suspeito com os elementos encontrados no local. Antônio Padilha permanece à disposição da Justiça, enquanto a comunidade lamenta mais um episódio de violênc14 contra mulheres

 

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