A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (30 de março) um homem, de 56 anos, acusado de um brutal feminicídio ocorrido em Apucarana. O suspeito, identificado como Agnaldo Feitosa Silva, foi localizado na Vila Nova Era após ser reconhecido por um policial militar que estava de folga. Na sequência, equipes realizaram a abordagem e efetuaram a prisão. Ao ser detido, ele alegou que houve uma discussão com a vítima, afirmou que teria sido atacado primeiro e disse não se lembrar exatamente do que aconteceu.
De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o homem permanece à disposição do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação para apurar todos os detalhes do crime.
O feminicídio foi registrado na madrugada de domingo (29 de março), por volta de 02h40, na Rua Estados Unidos, no Jardim Casa Grande. A Polícia Militar foi acionada após informações de que uma mulher havia sido atacada com golpes de faca. No local, a vítima, Ivonete Aparecida de Morais, de 35 anos,, foi encontrada já sem vida na área externa da residência, próxima ao portão, com sinais de violência. Havia marcas de sangue na calçada, em um veículo e também em cômodos da casa, como cozinha e banheiro.
Segundo relatos de vizinhos, foram ouvidos pedidos de socorro vindos da residência. Testemunhas disseram que o suspeito foi visto na rua logo após o crime e, em seguida, fugiu. Uma criança que estava no local foi acolhida por moradores da região. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmaram o óbito, enquanto o Conselho Tutelar prestou atendimento à criança. A Polícia Civil, Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos no local.
A Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família de Apucarana divulgou nota de repúdio lamentando o crime. O órgão informou que não havia registros de atendimento anteriores envolvendo a vítima na rede municipal de proteção, mas reforçou que mulheres em situação de violência podem buscar apoio no Centro de Atendimento à Mulher (CAM), que oferece acolhimento social, psicológico e jurídico.(amigo berimbau)






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