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Presidente do Paraguai renuncia ao cargo em meio a uma crise finaçeira no País (continua no Cargo de forma decorativa)

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo em 5 de novembro de 2026, em meio a uma grave crise política e financeira desencadeada pelo colapso e intervenção do banco digital Ueno Bank. 
Principais pontos da crise e da renúncia:

O motivo da crise: O Banco Central do Paraguai (BCP) interveio no Ueno Bank por problemas de solvência, instituição que administrava centenas de milhões em recursos e deixou milhares de clientes (incluindo brasileiros) sem acesso aos próprios depósitos. Peña chegou a ser acionista do grupo controlador do banco até 2025, o que gerou acusações de conflito de interesses. 

A renúncia: Peña anunciou a decisão em um vídeo publicado nas redes sociais, alegando buscar a estabilidade do país e a preservação das instituições democráticas. 

Impeachment e Congresso: Paralelamente ao anúncio da renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou a continuidade do processo de impeachment, e o Senado passou a analisar a destituição e os desdobramentos políticos do caso.

Investigações: O Ministério Público paraguaio abriu inquéritos para apurar crimes econômicos e determinou a detenção de dirigentes ligados ao banco. 

Sucessão: O vice-presidente Pedro Alliana é o sucessor constitucional previsto para assumir o comando do país.

Durante a votação, nominal, deputados começaram a deixar o salão em que o debate ocorria. O presidente do Senado, Basilio Núñez, passou então a fazer uma contagem também nominal que não chegou ao mínimo de 41 legisladores, enquanto congressistas da oposição se concentravam em frente à mesa diretora da Casa. Assim, a votação foi suspensa.

Não há certeza ainda sobre as consequências da suspensão da votação. Após o fim da sessão, congressistas falaram à imprensa local sem saber qual a situação do Executivo nacional.

A senadora liberal Celeste Amarilla, por exemplo, afirmou que o Núñez, o presidente do Senado, disse que o processo de impeachment, que já havia sido aberto e aprovado na Câmara dos Deputados antes do anúncio da renúncia de Peña

Já a senadora Blanca Ovelar, da dissidência do Partido Colorado, o mesmo de Peña, questionou a manobra dos governistas e afirmou que vai solicitar uma nova sessão conjunta urgente das duas Casas do Legislativo para que se defina a situação do Executivo do país.

O senador colorado Gustavo Leite, por sua vez, embora também tenha afirmado que os trâmites constitucionais de impeachment deva continuar, colocou em dúvida o processo. “O julgamento político continua, mas não acho que alguém que já tenha renunciado apareça para julgamento”, afirmou.

A crise abalou o país. “Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”, disse Peña em um pronunciamento em vídeo publicado na rede X.

“Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo se algum dia falhei. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim”, acrescentou. Peña foi investidor da holding do banco e acabou envolvido no escândalo.

Caso a renúncia fosse aceita pela sessão do Congresso nesta quinta, Peña se tornaria senador vitalício, cargo que o faria manter imunidade parlamentar.

 Nesta semana, as denúncias de fraude envolvendo o Ueno Bank levaram à prisão de oito pessoas ligadas à instituição financeira, protestos em frente às agências bancárias e o anúncio de fechamento do banco e do início do processo de recuperação judicial.

A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, nomeado ao cargo por Peña, que foi investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025. A oposição acusa Peña de tomar “decisões regulatórias supostamente favoráveis ao Ueno Bank” e de concentrar recursos previdenciários na instituição, em meio a um possível conflito de interesses decorrente de seus vínculos passados com o banco.

Na madrugada de quarta, o Banco Central decretou o fechamento do Ueno Bank e informou que garantirá depósitos de até o equivalente a cerca de US$ 38 mil (R$ 208,48 mil) por cliente, mas que terá prazo de 15 dias para entregar a quantia.

Na véspera, o Banco Central já havia dado início a um procedimento de resolução bancária, que bloqueia todos os ativos e passivos da instituição. A decisão levou à suspensão imediata de todos os serviços. Clientes relataram não conseguir operar em caixas eletrônicos nem acessar o banco pela internet, e milhares ficaram sem acesso ao próprio dinheiro.