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Senadores debatem fim da escala 6×1 a proposta deve ser votada ainda hoje

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o Senado deve votar na sessão desta quarta-feira (14) os dois turnos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 no país.

Flávio Bolsonaro vai insistir em votação da PEC das horas trabalhadas depois da eleição, diz líder do PL

O senador do Amapá se referiu à votação, em abril deste ano, que rejeitou a indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vai insistir na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das horas trabalhadas, mesmo se o fim da escala 6×1 for aprovado.

Segundo ele, esse é um tema para depois da eleição.

O texto é de autoria do senador e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho (PL), e cria um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em que empregador e trabalhador negociam o valor do trabalho por “hora trabalhada”.

Na ocasião, um microfone ligado no plenário do Senado captou Alcolumbre cravando que Jorge Messias perderia por oito votos. “Acho que ele vai perder por oito”, afirmou o parlamentar naquela sessão, respondendo a uma pergunta de Jaques Wagner (PT-BA).

Alcolumbre acertou o resultado antes de o painel do Senado mostrar o placar. Messias teve 34 votos favoráveis e 42 contrários, a diferença de oito votos foi exatamente a mencionada pelo presidente do Senado.

O “problema na República” que Alcolumbre mencionou nesta quarta diz respeito ao rompimento temporário de relações entre ele e o presidente Lula após a rejeição do nome de Messias.

O entorno do petista avaliou que o presidente do Senado trabalhou contra a aprovação do indicado de Lula. Alcolumbre defendia a escolha do aliado Rodrigo Pacheco, que hoje é ministro do Tribunal de Contas da União, para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso na Suprema Corte.