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Informações da Via Araucária

As encostas às margens da pista também têm papel importante na segurança e na operação da rodovia. Os chamados taludes, de corte ou de aterro, são monitorados continuamente pelas equipes para identificar sinais de erosão, deslizamentos e outras alterações que possam afetar a estrada.

Talude é qualquer superfície de terreno inclinada ao lado da pista. Pode ser natural, como a encosta de um morro que a rodovia corta, ou construído durante a obra da estrada. Em ambos os casos, existe uma massa de solo ou rocha que precisa permanecer equilibrada.

A água está entre os principais fatores que podem alterar essa estabilidade. Chuvas intensas, infiltrações, drenagem obstruída e elevação do lençol freático podem favorecer processos de instabilidade. Por isso, sinais como trincas, erosões, pequenos escorregamentos, surgência de água, solo encharcado e dispositivos de drenagem danificados exigem avaliação técnica.

Givanildo Possani, especialista em Geotecnia da Via Araucária, explica que a avaliação após uma forte chuva é necessária. “Quando esses sinais aparecem em conjunto, principalmente depois de uma chuva forte, indicam que a encosta precisa de uma avaliação técnica”, destacou Possani.

Monitoramento contínuo

Na Via Araucária, os taludes são cadastrados, mapeados e classificados de acordo com suas características. O acompanhamento envolve equipes de tráfego e conservação, além de inspeções realizadas por engenheiros e profissionais de geotecnia. Em situações de chuva intensa ou diante de sinais de instabilidade, também podem ser realizadas avaliações extraordinárias.

“Cada talude recebe uma classificação de risco. Quando existe risco imediato, a segurança viária vem antes do projeto. Conforme a classificação de risco, o local pode permanecer em monitoramento ou receber ações preventivas, como limpeza de drenagem, retirada de material solto e revegetação. Em situações que exigem intervenções estruturais, são desenvolvidos projetos específicos de estabilização” comentou o especialista.

Não existe uma técnica única para todos os casos. A solução depende das características do solo, da presença de água, da inclinação e da altura do talude, entre outros fatores. Entre as alternativas estão retaludamento, drenagem, solo grampeado, telas metálicas, gabiões, muros de contenção, hidrossemeadura, revegetação e biomantas.

Na concessão, diferentes intervenções já foram realizadas. Em um dos casos, um talude de corte com erosão avançada recebeu retaludamento, biomanta e hidrossemeadura. Em outro, um aterro com processo erosivo próximo ao acostamento foi recomposto com solo compactado e recebeu proteção vegetal. Já em um encontro de ponte afetado pela ação de água corrente, foi utilizado enrocamento para proteger o aterro contra o avanço da erosão.

“A técnica não é escolhida por preferência, e sim pelo que a investigação aponta como causa. Nos três casos, a intervenção veio de uma identificação em campo, antes que o problema chegasse ao usuário”, resumiu Possani.

Na Via Araucária, o acompanhamento preventivo permite que alterações sejam identificadas e tratadas antes que possam comprometer a pista, contribuindo para manter as condições de segurança e operação das rodovias.