A sessão ordinária da Câmara Municipal de Rio Branco do Ivaí, realizada na noite de segunda-feira, 04 de maio, foi marcada pela leitura de uma denúncia anônima contra os vereadores Adriano Barbosa e Márcio de Souza, acusados de suposto uso irregular de veículo oficial do Legislativo durante viagem a Brasília.
De acordo com o documento, protocolado na Ouvidoria no dia 24 de abril, os parlamentares teriam utilizado um carro oficial da Câmara, custeado com recursos públicos, para participar de um curso promovido por uma instituição, entre os dias 20 e 23 de maio de 2025. A denúncia aponta ainda que, durante o deslocamento, teria sido dado carona a um terceiro, identificado como Ederson de Arruda, que não possui vínculo com o poder público foi presidente de uma coligão política no pleito eleitoral anterior, o que poderia configurar desvio de finalidade no uso do bem público .
O denunciante, que não se identificou, pede a abertura de Comissão Processante, o afastamento cautelar dos vereadores e, ao final, a possível cassação dos mandatos, com base em legislação federal que trata de infrações político-administrativas.
Após a leitura em plenário, o vereador Adriano Barbosa se manifestou classificando a denúncia como perseguição política. Ele afirmou que a situação ocorre porque, segundo ele, estaria incomodando pessoas envolvidas em irregularidades no município. O parlamentar também declarou que não teme investigações e que, caso haja erro, está disposto a responder, mas reforçou que acredita se tratar de tentativa de desgaste político e disse que quem o denunciou não passa de um “cachorro”.
Já o vereador Márcio de Souza também rebateu as acusações, destacando que a denúncia é anônima e questionando a ausência de identificação do autor. Em sua fala, afirmou que sempre assume suas denúncias publicamente e reforçou que não teria cometido irregularidades. Sobre o ponto citado no documento, disse que, se for penalizado por “dar uma carona”, deixaria o cargo de cabeça erguida, negando qualquer prejuízo aos cofres públicos.
Durante a sessão, outros vereadores também comentaram o caso. Alguns defenderam cautela na análise da denúncia, ressaltando a necessidade de apuração detalhada antes de qualquer decisão. Houve ainda quem apontasse que a tramitação rápida do documento abre precedente para que outras denúncias, inclusive anônimas, passem a ser levadas ao plenário com maior frequência.
O tema gerou divergências entre os parlamentares, especialmente quanto à gravidade da acusação e à existência ou não de dano ao erário. Parte dos vereadores entende que o caso deve ser analisado com base técnica e jurídica, enquanto outros consideram que a denúncia pode ter motivação política.
A denúncia segue agora para os trâmites internos da Câmara, que deverá decidir sobre a admissibilidade, eventual abertura de Comissão Processante e demais medidas previstas no regimento e na legislação vigente.(amigo Berimbau)





