O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta sexta-feira (13/3) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital DF Star, em Brasília, após exames confirmarem que ele tem uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Em entrevista coletiva nesta noite, os médicos que acompanham o ex-presidente afirmaram que o quadro de saúde dele ao chegar no hospital era “muito grave”, mas que agora ele está consciente e estável.
“No momento, a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias. Nós faremos tudo para reverter isso, para prevenir que novos episódios aconteçam, e vamos torcer para que ele saia bem de mais esse episódio”, afirmou o médico Cláudio Birolini.
Ainda, segundo a equipe, Bolsonaro não precisou ser entubado. Ele permanece na UTI e não tem previsão de alta.
“Foi uma pneumonia mais grave do que as duas anteriores que ele teve no ano passado, atingiu os dois pulmões. Agora ele vai permanecer na UTI, vai ficar o tempo que for necessário, pra restabelecer seus pulmões, pra restabelecer a saúde”, disse o médico Leandro Echenique.
Condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado, Bolsonaro foi autorizado a ir ao hospital pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após se sentir mal em sua cela.
“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro deu entrada nesta unidade após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”, informou o hospital, em comunicado.
Ainda segundo o DF Star, o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram a pneumonia, “de provável origem aspirativa”.
A broncoaspiração ocorre quando algum conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entra nas vias respiratórias e chega aos pulmões, podendo provocar inflamação e, em alguns casos, evoluir para pneumonia.
Bolsonaro está sendo tratado com antibióticos venosos e com suporte clínico não invasivo, informou ainda o DF Star.
Antes de ser levado ao hospital, ele chegou a ser examinado no próprio 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena, segundo a decisão do STF que autorizou a saída do ex-presidente.
“Bolsonaro apresentou quadro súbito de mal-estar em sua cela e, após avaliação clínica inicial realizada no próprio local, foi constatada a necessidade de remoção hospitalar”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes na decisão.
Os sintomas mais comuns de pneumonia, segundo a Fiocruz, são:
- tosse com secreção (pode haver sangue misturado),
- febre alta (que pode chegar a 40°C),
- calafrios,
- falta de ar,
- dor no peito durante a respiração.
Moraes autorizou que Bolsonaro seja acompanhado no hospital pela esposa Michelle, podendo receber visitas dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura, e da enteada Letícia.
O ministro também estabeleceu que Bolsonaro seja acompanhado por segurança e fiscalização 24 horas durante a internação, com a presença de, no mínimo, dois policiais militares na porta do quarto de hospital.
E vedou a presença na UTI e no quarto hospitalar de qualquer celular, computador ou dispositivos eletrônicos não relacionados ao cuidado médico.
Outras visitas a Bolsonaro no hospital só poderão ocorrer com expressa autorização judicial, explicitou Moraes na decisão.
Na quinta-feira (12/3), o ministro do STF havia proibido a visita de Darren Beattie, conselheiro do governo dos Estados Unidos, a Bolsonaro na Papudinha.
Dois dias antes, ele havia autorizado o encontro, mas mudou de posicionamento, após avaliação do Itamaraty de que a reunião poderia representar ingerência estrangeira em assuntos internos do país em ano eleitoral.





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