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Como Está a Venezuela um dia após a queda de Maduro

Um dia após o ataque militar de grande escala dos Estados Unidos à Caracas, comerciantes de Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela, relataram queda no movimento e um “clima de apreensão” no comércio local, neste domingo (4).

De acordo com os lojistas, a cidade manteve a rotina considerada “calma”, mas ainda com menos circulação de clientes e movimentação de pessoas. Eles atribuem às tensões políticas de sábado (03-01).

Entenda: Os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi capturada por Trump.

Pacaraima é a principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil desde 2015, quando o estado passou a receber milhares de pessoas que fogem da crise política, econômica e social no país governado por Maduro.

Grande parte da economia local depende diretamente do fluxo de venezuelanos que atravessam a fronteira para compras e serviços.

A comerciante brasileira Kayandrea da Silva, de 33 anos, afirma que o fim de semana foi marcado por tensão dos moradores e trabalhadores do comércio.

“Hoje está tranquilo até demais. Para um domingo, está tudo muito calmo. Ontem foi muita tensão, mas depois da abertura da fronteira tudo acalmou e agora estamos com o movimento bem abaixo”, disse.

A fronteira do Brasil com a Venezuela havia sido fechada após o ataque. Ela foi reaberta ainda na tarde de sábado.

Segundo Kayandrea, apesar do impacto inicial das notícias, ela não acredita que o episódio resulte em violência ou mudanças bruscas no cotidiano da cidade.

“Eu não acredito que vá acontecer alguma coisa, como violência ou ataques [em Pacaraima]. Acho que a única mudança deve ser um ajuste na presidência da Venezuela lá em Caracaras mesmo”, afirmou. (g1)